Política

Governador do Piauí revela a ‘grande obsessão’ da sua gestão e defende modelo asiático no ensino

Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida neste domingo, 1º de fevereiro, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou que a principal obsessão de sua gestão é a qualificação da população, baseada em um modelo educacional inspirado em países asiáticos, com mais tempo em sala de aula e maior conexão com o mercado de trabalho.

EDUCAÇÃO COMO PRIORIDADE
Ao comentar os desafios históricos do estado, Fonteles destacou que a estratégia adotada pelo governo busca corrigir desigualdades profundas no acesso à educação e preparar a população para as novas oportunidades econômicas.

“Claro que essa é uma preocupação. Isso tem a ver com a qualificação do nosso povo. Eu vou lhe dar um dado que parece um paradoxo, mas ele se explica facilmente.”

Segundo o governador, o Piauí convive com indicadores educacionais contrastantes.

“O Piauí é um estado que tem um dos maiores índices de analfabetismo de adultos e idosos. E, ao mesmo tempo, é o estado que tem a maior percentagem de crianças na escola.”

AVANÇOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Fonteles ressaltou os resultados alcançados nas faixas etárias mais jovens, apontando o estado como referência nacional.

“Hoje, quatro e cinco anos de idade, o Piauí é o número um do Brasil, com 100% das crianças na escola. E somos um dos dez melhores em qualquer indicador educacional e também das crianças na alfabetização na idade certa.”

Para o governador, o cenário atual é consequência direta da exclusão educacional sofrida por gerações anteriores.

“E o que aconteceu com essa geração anterior? Ela simplesmente não teve oportunidade de pisar numa sala de aula. Foi sonegado a esse povo pisar numa sala de aula.”

QUALIFICAÇÃO DA MÃO DE OBRA
Diante da chegada de novos empreendimentos, Rafael Fonteles defendeu a aceleração da formação profissional para garantir que os postos de trabalho sejam ocupados pela população local.

“Então, é claro que nós temos que correr com a qualificação da mão de obra. Para quê? Para os empregos que estão surgindo por esses polos de tecnologia que você citou: agro, energia limpa, mineração, turismo, economia digital, sejam aproveitados pelos piauienses.”

MODELO ASIÁTICO DE ENSINO
O governador reforçou que a proposta vai além da ampliação de vagas e envolve uma mudança estrutural no formato do ensino.

“Por isso que eu falei no início aqui: a nossa obsessão é a qualificação do povo e não é uma qualificação de qualquer forma. É uma qualificação forte, com mais horas em sala de aula, no modelo asiático.”

Fonteles citou experiências internacionais para justificar a estratégia.

“Quem priorizou isso, se for na história da Coreia do Sul, China, Singapura, Japão, não tem essa história de dar quatro, cinco horas por dia. É nove, dez horas por dia.”

ENSINO E MERCADO DE TRABALHO
Outro ponto abordado foi a necessidade de aproximar a educação das demandas produtivas do estado.

“Então, ensino forte e antenado com o mercado de trabalho. A educação no Brasil costuma ser muito academicista.”

Segundo ele, é preciso repensar o papel do ensino médio e superior.

“Se eu não ensino médico, eu não ensino superior. Nós precisamos trazer o ensino médio e o ensino superior para mais próximo das empresas, dos interesses do governo, das áreas prioritárias.” 

O objetivo, conforme explicou, é garantir resultados mais imediatos para a população.

“Para que realmente aquele ensino signifique prosperidade, não no longuíssimo prazo, mas no curto e médio prazo.”

PROJETO DE DESENVOLVIMENTO
Rafael Fonteles concluiu reforçando que a qualificação profissional está no centro da estratégia de desenvolvimento do estado.

“Então, essa preocupação que você coloca, nós temos. E por isso essa vontade de acelerar muito a formação de qualidade do nosso povo.”

 

 

Fonte: Meio Norte

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